Para saber melhor o que é o PREI, veja parte da entrevista com um dos
idealizadores deste magnífico evento:
Cristiano Nobrega, um dos idealizadores do PREI
13/10/2011 por PREI
Cristiano Nobrega é diretor de Novos Negócios Digitais do Grupo RBS
e um dos idealizadores do PREI. Na entrevista abaixo, ele deixou a gravata de lado
e nos deu sua visão de jovem empreendedor (ele fundou o site ObaOba
em 1995 e vendeu a empresa para a RBS em 2008),
contando quais são suas impressões sobre o empreendedorismo digital no Brasil.
Em tempo: Cristiano estará no último meetup do PREI em Recife,
dando dicas aos empreendedores sobre a venda de uma empresa! Inscreva-se aqui
e participe!
Como surgiu a ideia de realizar um prêmio onde o empreendedorismo e a
inovação fossem o foco? O prêmio surgiu em decorrência da minha vivência como empreendedor,
percebendo as dificuldades e carências com as quais todos que desejam abrir
seus próprios negócios se deparam, especialmente em ambiente digital:
de um lado pouco conhecimento em como estruturar um plano de negócio
e apresentá-lo a investidores, de outro, a escassez de fontes de recursos
que estimulem e suportem o desenvolvimento de projetos que possam constituir-se
em startups promissoras.
Claro que contribuir para esse ecossistema também estava na agenda da RBS. Como grupo de comunicação que investe em negócios digitais, mantém-se antenada em novas oportunidades. Nesse sentido o Prêmio também nos ajuda a atrair novas startups e criar um cenário favorável para uma eventual investimento do Grupo em negócios atraentes à estratégia. Ao final, todos ganham.
Você acredita que iniciativas como essa ajudem as pessoas a se preparar
melhor para seguir em frente com seus projetos? Essa é principal intenção do Prêmio. Auxiliar o empreendedor a se preparar melhor,
capacitá-lo a apresentar seu projeto a investidores, entendendo quais as questões
prioritárias que interessam àqueles que avaliam novos negócios.
É ensinar como endereçar essas perguntas com um plano consistente que responda
a essas questões. A premiação em dinheiro que oferecemos aos primeiros colocados
é a “cereja no bolo” e sem dúvida é muito bem-vinda para auxiliar na largada,
mas acima de tudo o compartilhamento de conhecimento e networking que promovemos
são os principais legados.
Sendo assim, você considera que o dinheiro não é o principal recurso para
se começar uma startup? Pode soar chavão, mas a verdade é que o dinheiro é realmente um recurso, muitas vezes secundário, para muitos empreendedores cujos negócios encontram-se em estágio inicial. Precisamos ensiná-los a “pescar”, e para isso é necessário aportar conhecimento, tempo dedicado, acesso, força comercial ou até infra-estrutura básica, antes de se aportar dinheiro. No entanto, em razão da energia empregada ser enorme e sem garantia de sucesso, este tipo de abordagem limita-se a poucas startups merecedoras desse “mentoring“. Mas fazendo isso esquecemos de valorizar o empreendedor não pelo grau de sucesso do seu negócio, mas pela sua iniciativa. O PREI tenta corrigir parte dessa realidade, focando primariamente no indivíduo, independente do seu projeto, e estimulando sua atitude empreendedora.
Clique no título deste para entrar no site do PREI e ver a entrevista na íntegra.